Praticante de Prático

PSCPP 2006: a prova, o gabarito e a resolução

A prova mais antiga que a DPC publicou. As NORMAM citadas nela foram todas renumeradas depois — as resoluções indicam a norma vigente.

70questões na prova
70resolvidas no app
—anuladas pela banca
2006ano de aplicação

A prova é documento público, publicado pela Diretoria de Portos e Costas. As resoluções abaixo são autorais do Singra, e não oficiais da banca.

Normas citadas em provas antigas podem ter sido substituídas. Quando isso acontece, a resolução avisa e indica a norma vigente — confira sempre a versão oficial.

O que caiu

Os assuntos da prova de 2006

Divisão por assunto das questões resolvidas, útil para saber onde a banca concentra pontos.

AssuntoQuestões
Rebocadores e reboque10
Resistência, propulsão e hélices9
COLREG e regras da navegação interior8
Atracação, fundeio e emergências6
SMCP, CIS e GMDSS5
Meteorologia para o prático5
Legislação marítima e praticagem5
Águas rasas, squat, canais e interação5
Lemes, controlabilidade e manobras-padrão5
Arte Naval: casco, poleame e estabilidade4
Auxílios a navegação e balizamento2
Vento, corrente e ondas sobre o navio2
Oceanografia, mares e ondas2
Embarque do prático, MPX e passadiço1
Radar, ARPA, AIS, ECDIS e GNSS1

Amostra resolvida

Seis questões de 2006, com gabarito e resolução

O enunciado é o da prova. O gabarito é o oficial; a resolução é a do Singra.

Questão 1 Arte Naval: casco, poleame e estabilidade

Associe os termos náuticos da coluna A com as definições da coluna B, referentes aos cabos e sua manobra (Arte Naval, Maurício M. Fonseca). Uma definição fica sem par (-). COLUNA A 1) Desgurnir 2) Desengastar 3) Engasgar 4) Enrascar 5) Recorrer COLUNA B ( ) Retirar cocas. ( ) Desfazer uma coca que tenha mordido no gorne de um poleame. ( ) Deixar que arriem os cabos ou a amarra para alivia-los. ( ) Embaraçar cabos entre si, de modo a impedi-los de trabalhar regularmente. ( ) Passar um cabo por um gorne ou retorno, impedindo-o de correr. ( ) Tirar os cabos de laborar dos lugares onde estão trabalhando.

  1. (1) (-) (3) (5) (4) (2)
  2. (-) (2) (5) (4) (3) (1)
  3. (2) (4) (1) (-) (5) (3)
  4. (5) (3) (2) (1) (-) (4)
  5. (2) (5) (-) (3) (1) (4)
Ver o gabarito e a resolução

Gabarito: B) (-) (2) (5) (4) (3) (1)

Desgurnir = tirar o cabo de laborar do gorne onde trabalha (6o item); desengastar = desfazer a coca mordida no gorne (2o); engasgar = o cabo prende no gorne e não corre (5o); enrascar = embaraçar cabos entre si (4o); recorrer = deixar arriar cabo ou amarra para alivia-los (3o). "Retirar cocas" não corresponde a nenhum termo da coluna A.

Arte Naval, cap. 8 - Trabalhos do marinheiro
Questão 8 Rebocadores e reboque

Correlacione os tipos de rebocador com suas características (Hensen, Tug Use in Port). Uma característica fica sem par (-). TIPOS I) Combi II) Pusher tug III) Multi tug IV) Tractor V) Conventional CARACTERÍSTICAS ( ) Tug with azimuth propellers forward which are built to operate over the tug's bow. ( ) Tug with azimuth propellers aft and towing point forward, built to operate mainly over the tug's bow. ( ) Tug equipped with an additional towing point at the after end, and with 360 degrees steerable bow thruster. ( ) Tug with azimuth propellers aft which are built to operate over the tug's bow as well as over the tug's stern. ( ) Tug with their propulsion aft and towing point near midship. ( ) Tug with their towing point aft and propulsion forward of midship.

  1. (II), (I), (V), (-), (III), e (IV)
  2. (I), (V), (IV), (II), (-), e (III)
  3. (II), (-), (III), (V), (IV) e (I)
  4. (-), (II), (I), (III), (V) e (IV)
  5. (IV), (II), (I), (V), (III) e (-)
Ver o gabarito e a resolução

Gabarito: D) (-), (II), (I), (III), (V) e (IV)

Trator (IV): propulsão a vante da meia-nau e ponto de reboque a ré. Convencional (V): propulsão a ré e ponto de reboque perto da meia-nau. Combi (I): convencional com ponto de reboque adicional a ré e bow thruster orientável 360 graus. Pusher (II): azimutais a ré e ponto de reboque a vante, trabalhando pela proa. Multi tug (III): azimutais a ré, trabalhando tanto pela proa quanto pela popa. A primeira descrição não corresponde a nenhum dos tipos listados.

Hensen, Tug Use in Port, cap. 2 - Types of tugs
Questão 22 Arte Naval: casco, poleame e estabilidade

Assinale a afirmativa correta, com relação a aparelho de fundear e suspender, de acordo com Maurílo M. Fonseca, no livro Arte Naval:

  1. A seqüência dos componentes do aparelho de fundear, a partir do braço do ferro, até o paiol da amarra, é a seguinte: - braço, pata, haste, anete, elos, tornel, amarra, boca da amarra, coroa do cabrestante, gateira, paiol da amarra, braga e paixão.
  2. A boia de arinque mostra a posição do ferro em relação ao navio, devendo ser presa ao anete, com um comprimento igual a profundidade local, compensando as variações de maré.
  3. Um ferro sem cepo precisa de maior filame de amarra para fundear, de modo que o esforço exercido pela amarra seja o mais próximo da horizontal.
  4. Na aproximação do ponto de fundeio, para que o navio largue o ferro exatamente no local desejado, o navio deve estar com um pequeno seguimento a vante e não parado, de modo que a amarra não fique enroscada sobre o ferro e unhe.
  5. A âncora do tipo ‘danforth” tem maior poder de unhar do que a do tipo patente e, menor poder de unhar do que a do tipo “almirantado”.
Ver o gabarito e a resolução

Gabarito: C) Um ferro sem cepo precisa de maior filame de amarra para fundear, de modo que o esforço exercido pela amarra seja o mais próximo da horizontal.

O ferro sem cepo precisa de mais filame para que a tração da amarra fique o mais horizontal possível e ele unhe. Erradas: a boia de arinque prende-se a cruz do ferro (não ao anete), com cabo igual a profundidade na preamar; o ferro deve ser largado com o navio com pequeno seguimento a RÉ, para a amarra se estender sem cair sobre o ferro; e o Danforth tem MAIOR poder de unhar que o patente e o almirantado.

Arte Naval, cap. 10 - Aparelho de fundear e suspender
Questão 35 Águas rasas, squat, canais e interação

Entre os anos de 1971 e 1973, o professor Haruzo Eda, da Academia de Marinha Mercante de King’s Point, nos Estados Unidos, trabalhando para a Interoceanic Canal Study Project, realizou uma série de estudos experimentais e analíticos, para prever o grau de leme necessário para manter um navio tipo em linha reta em um canal de navegação. Esses estudos, foram feitos variando-se a largura e profundidade do canal, em função das dimensões do navio tipo. O padrão de medida de segurança, então adotado, serviu de guia para diversos estudos posteriores realizados pelo Corpo de Engenheiros do Exército Americano (USACE), pela Guarda Costeira Americana e pela PIANC (Permanent International Association of Navigation Congresses). No Brasil, desde 2005, de acordo com a NORMAM-08/DPC, o Capitão dos Portos pode fazer uso do guia “Approach Channels – A Guide to Design”, da PIANC, para definir padrões de segurança em portos de juridição nacional. Dada a importância da geometria do navio relativa a geometria do canal, qual foi o valor limite aceitável de ângulo de leme empregado pelo Professor Haruzo Eda, para fins de segurança e viabilidade de controle, através do Prático e Comandante, para se manter um navio em linha reta, quando se aproximando de uma margem em um canal de acesso, de acordo com o “Príncipios de Arquitetura Naval”?

  1. 10°
  2. 15°
  3. 20°
  4. 25°
  5. 30°
Ver o gabarito e a resolução

Gabarito: B) 15°

Nos estudos de Haruzo Eda para canais, 15 graus foi o ângulo de leme máximo aceitável para manter o navio em linha reta perto de uma margem, preservando reserva de leme para Prático e Comandante corrigirem uma guinada. Esse critério orientou trabalhos posteriores da USACE, da Guarda Costeira americana e da PIANC.

Principles of Naval Architecture - bank effects; PIANC
Questão 49 COLREG e regras da navegação interior

According to International Regulations for Preventing Collisions at Sea, 1972 – COLREG, the use of the danger signal __________.

  1. replaces directional signals
  2. makes the other vessel the stand-on vessel
  3. indicates doubt as to another vessels actions
  4. is the same as a "MAYDAY" signal
  5. indicates that every vessel shall proceed at a safe speed.
Ver o gabarito e a resolução

Gabarito: C) indicates doubt as to another vessels actions

Regra 34(d): o sinal de dúvida - pelo menos cinco apitos curtos e rápidos - indica que o navio não entende as intenções do outro ou dúvida que ele esteja manobrando o suficiente. Não substitui os sinais de manobra, não muda quem e preferencial e não é sinal de socorro.

COLREG/RIPEAM, Regra 34(d)
Questão 63 COLREG e regras da navegação interior

According to International Regulations for Preventing Collisions at Sea, 1972 – COLREG, vessel showing a yellow light over a white light at night is a vessel __________.

  1. engaged in piloting
  2. towing astern
  3. engaged in fishing
  4. in distress
  5. dredging in a stationary position.
Ver o gabarito e a resolução

Gabarito: B) towing astern

Regra 24(a): a embarcação rebocando pela popa exibe luz de reboque amarela sobre a luz de alcançado branca, na popa.

COLREG/RIPEAM, Regra 24(a)

As 70 questões de 2006, resolvidas

No app a prova vem inteira, questão por questão, com a resolução e a norma de cada uma — junto com as outras três provas publicadas pela DPC.

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