Questão 1
Arte Naval: casco, poleame e estabilidade
Associe os termos náuticos da coluna A com as definições da coluna B, referentes aos cabos e sua manobra (Arte Naval, Maurício M. Fonseca). Uma definição fica sem par (-).
COLUNA A
1) Desgurnir
2) Desengastar
3) Engasgar
4) Enrascar
5) Recorrer
COLUNA B
( ) Retirar cocas.
( ) Desfazer uma coca que tenha mordido no gorne de um poleame.
( ) Deixar que arriem os cabos ou a amarra para alivia-los.
( ) Embaraçar cabos entre si, de modo a impedi-los de trabalhar regularmente.
( ) Passar um cabo por um gorne ou retorno, impedindo-o de correr.
( ) Tirar os cabos de laborar dos lugares onde estão trabalhando.
- (1) (-) (3) (5) (4) (2)
- (-) (2) (5) (4) (3) (1)
- (2) (4) (1) (-) (5) (3)
- (5) (3) (2) (1) (-) (4)
- (2) (5) (-) (3) (1) (4)
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Gabarito: B) (-) (2) (5) (4) (3) (1)
Desgurnir = tirar o cabo de laborar do gorne onde trabalha (6o item); desengastar = desfazer a coca mordida no gorne (2o); engasgar = o cabo prende no gorne e não corre (5o); enrascar = embaraçar cabos entre si (4o); recorrer = deixar arriar cabo ou amarra para alivia-los (3o). "Retirar cocas" não corresponde a nenhum termo da coluna A.
Arte Naval, cap. 8 - Trabalhos do marinheiro
Questão 8
Rebocadores e reboque
Correlacione os tipos de rebocador com suas características (Hensen, Tug Use in Port). Uma característica fica sem par (-).
TIPOS
I) Combi
II) Pusher tug
III) Multi tug
IV) Tractor
V) Conventional
CARACTERÍSTICAS
( ) Tug with azimuth propellers forward which are built to operate over the tug's bow.
( ) Tug with azimuth propellers aft and towing point forward, built to operate mainly over the tug's bow.
( ) Tug equipped with an additional towing point at the after end, and with 360 degrees steerable bow thruster.
( ) Tug with azimuth propellers aft which are built to operate over the tug's bow as well as over the tug's stern.
( ) Tug with their propulsion aft and towing point near midship.
( ) Tug with their towing point aft and propulsion forward of midship.
- (II), (I), (V), (-), (III), e (IV)
- (I), (V), (IV), (II), (-), e (III)
- (II), (-), (III), (V), (IV) e (I)
- (-), (II), (I), (III), (V) e (IV)
- (IV), (II), (I), (V), (III) e (-)
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Gabarito: D) (-), (II), (I), (III), (V) e (IV)
Trator (IV): propulsão a vante da meia-nau e ponto de reboque a ré. Convencional (V): propulsão a ré e ponto de reboque perto da meia-nau. Combi (I): convencional com ponto de reboque adicional a ré e bow thruster orientável 360 graus. Pusher (II): azimutais a ré e ponto de reboque a vante, trabalhando pela proa. Multi tug (III): azimutais a ré, trabalhando tanto pela proa quanto pela popa. A primeira descrição não corresponde a nenhum dos tipos listados.
Hensen, Tug Use in Port, cap. 2 - Types of tugs
Questão 22
Arte Naval: casco, poleame e estabilidade
Assinale a afirmativa correta, com relação a aparelho de fundear e suspender, de acordo com Maurílo M. Fonseca, no livro Arte Naval:
- A seqüência dos componentes do aparelho de fundear, a partir do braço do ferro, até o paiol da amarra, é a seguinte: - braço, pata, haste, anete, elos, tornel, amarra, boca da amarra, coroa do cabrestante, gateira, paiol da amarra, braga e paixão.
- A boia de arinque mostra a posição do ferro em relação ao navio, devendo ser presa ao anete, com um comprimento igual a profundidade local, compensando as variações de maré.
- Um ferro sem cepo precisa de maior filame de amarra para fundear, de modo que o esforço exercido pela amarra seja o mais próximo da horizontal.
- Na aproximação do ponto de fundeio, para que o navio largue o ferro exatamente no local desejado, o navio deve estar com um pequeno seguimento a vante e não parado, de modo que a amarra não fique enroscada sobre o ferro e unhe.
- A âncora do tipo ‘danforth” tem maior poder de unhar do que a do tipo patente e, menor poder de unhar do que a do tipo “almirantado”.
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Gabarito: C) Um ferro sem cepo precisa de maior filame de amarra para fundear, de modo que o esforço exercido pela amarra seja o mais próximo da horizontal.
O ferro sem cepo precisa de mais filame para que a tração da amarra fique o mais horizontal possível e ele unhe. Erradas: a boia de arinque prende-se a cruz do ferro (não ao anete), com cabo igual a profundidade na preamar; o ferro deve ser largado com o navio com pequeno seguimento a RÉ, para a amarra se estender sem cair sobre o ferro; e o Danforth tem MAIOR poder de unhar que o patente e o almirantado.
Arte Naval, cap. 10 - Aparelho de fundear e suspender
Questão 35
Águas rasas, squat, canais e interação
Entre os anos de 1971 e 1973, o professor Haruzo Eda, da Academia de Marinha Mercante de King’s Point, nos Estados Unidos, trabalhando para a Interoceanic Canal Study Project, realizou uma série de estudos experimentais e analíticos, para prever o grau de leme necessário para manter um navio tipo em linha reta em um canal de navegação. Esses estudos, foram feitos variando-se a largura e profundidade do canal, em função das dimensões do navio tipo. O padrão de medida de segurança, então adotado, serviu de guia para diversos estudos posteriores realizados pelo Corpo de Engenheiros do Exército Americano (USACE), pela Guarda Costeira Americana e pela PIANC (Permanent International Association of Navigation Congresses). No Brasil, desde 2005, de acordo com a NORMAM-08/DPC, o Capitão dos Portos pode fazer uso do guia “Approach Channels – A Guide to Design”, da PIANC, para definir padrões de segurança em portos de juridição nacional. Dada a importância da geometria do navio relativa a geometria do canal, qual foi o valor limite aceitável de ângulo de leme empregado pelo Professor Haruzo Eda, para fins de segurança e viabilidade de controle, através do Prático e Comandante, para se manter um navio em linha reta, quando se aproximando de uma margem em um canal de acesso, de acordo com o “Príncipios de Arquitetura Naval”?
- 10°
- 15°
- 20°
- 25°
- 30°
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Gabarito: B) 15°
Nos estudos de Haruzo Eda para canais, 15 graus foi o ângulo de leme máximo aceitável para manter o navio em linha reta perto de uma margem, preservando reserva de leme para Prático e Comandante corrigirem uma guinada. Esse critério orientou trabalhos posteriores da USACE, da Guarda Costeira americana e da PIANC.
Principles of Naval Architecture - bank effects; PIANC
Questão 49
COLREG e regras da navegação interior
According to International Regulations for Preventing Collisions at Sea, 1972 – COLREG, the use of the danger signal __________.
- replaces directional signals
- makes the other vessel the stand-on vessel
- indicates doubt as to another vessels actions
- is the same as a "MAYDAY" signal
- indicates that every vessel shall proceed at a safe speed.
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Gabarito: C) indicates doubt as to another vessels actions
Regra 34(d): o sinal de dúvida - pelo menos cinco apitos curtos e rápidos - indica que o navio não entende as intenções do outro ou dúvida que ele esteja manobrando o suficiente. Não substitui os sinais de manobra, não muda quem e preferencial e não é sinal de socorro.
COLREG/RIPEAM, Regra 34(d)
Questão 63
COLREG e regras da navegação interior
According to International Regulations for Preventing Collisions at Sea, 1972 – COLREG, vessel showing a yellow light over a white light at night is a vessel __________.
- engaged in piloting
- towing astern
- engaged in fishing
- in distress
- dredging in a stationary position.
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Gabarito: B) towing astern
Regra 24(a): a embarcação rebocando pela popa exibe luz de reboque amarela sobre a luz de alcançado branca, na popa.
COLREG/RIPEAM, Regra 24(a)