Praticante de Prático · Prova Rosa

PSCPP 2012: a prova, o gabarito e a resolução

Gabarito definitivo publicado pela DPC em 22 de fevereiro de 2013. A questão 7 foi anulada pela banca por erro de digitação na afirmativa IV.

50questões na prova
49resolvidas no app
1anuladas pela banca
2012ano de aplicação

A prova é documento público, publicado pela Diretoria de Portos e Costas. As resoluções abaixo são autorais do Singra, e não oficiais da banca.

Normas citadas em provas antigas podem ter sido substituídas. Quando isso acontece, a resolução avisa e indica a norma vigente — confira sempre a versão oficial.

O que caiu

Os assuntos da prova de 2012

Divisão por assunto das questões resolvidas, útil para saber onde a banca concentra pontos.

AssuntoQuestões
COLREG e regras da navegação interior7
Navegação em águas restritas6
Águas rasas, squat, canais e interação5
Atracação, fundeio e emergências5
Legislação marítima e praticagem5
Arte Naval: casco, poleame e estabilidade4
Radar, ARPA, AIS, ECDIS e GNSS3
Rebocadores e reboque3
Resistência, propulsão e hélices3
Lemes, controlabilidade e manobras-padrão2
Oceanografia, mares e ondas2
Auxílios a navegação e balizamento2
Embarque do prático, MPX e passadiço1
Meteorologia para o prático1

Amostra resolvida

Seis questões de 2012, com gabarito e resolução

O enunciado é o da prova. O gabarito é o oficial; a resolução é a do Singra.

Questão 1 Arte Naval: casco, poleame e estabilidade

De acordo com o contido no livro “Arte Naval” (Maurílio M. Fonseca - 7a edição: 2005), analise as afirmativas abaixo, identifique as verdadeiras e assinale a opção correta: I) Tosamento é a curvatura que apresenta a cinta de um navio quando projetada sobre um plano vertical longitudinal; ele determina a configuração do convés principal e do limite superior do costado. II) Comprimento de arqueação é a distância medida, paralelamente à linha-d’água projetada, entre os pontos mais salientes da roda de proa e do cadaste, nas partes imersas ou emersas; o gurupés, se existe, ou o leme, se eventualmente se estende para ré da popa, ou peças semelhantes, não são, geralmente, considerados. III) Alquebramento é a curvatura da quilha, quando apresenta a convexidade para cima. Em geral ocorre como uma deformação permanente causada por fraqueza estrutural ou por avaria. IV) Pontal é a distância vertical, medida sobre o plano diametral e a meia-nau, entre a linha reta do vau do convés principal e a linha da base moldada. V) Comprimento de roda a roda é a distância entre as interseções do convés principal com a face de vante da roda de proa e com a face de ré do cadaste, ou com o eixo do leme, se o navio não tiver cadaste bem definido.

  1. Apenas as afirmativas I), III) e IV) são verdadeiras.
  2. Apenas as afirmativas II) e IV) são verdadeiras.
  3. Apenas as afirmativas I), II) e V) são verdadeiras.
  4. Apenas as afirmativas II) e V) são verdadeiras.
  5. Apenas as afirmativas I), II) e IV) são verdadeiras.
Ver o gabarito e a resolução

Gabarito: A) Apenas as afirmativas I), III) e IV) são verdadeiras.

Verdadeiras: tosamento e a curvatura da cinta vista de lado (define o convés principal) (I); alquebramento e a curvatura da quilha com convexidade para cima, em geral deformação permanente (III); pontal e a distância vertical, a meia-nau, do vau do convés principal a linha base moldada (IV). II e V trocam as definições: a de II e do comprimento de roda a roda (pontos mais salientes da roda e do cadaste), e a de V e do comprimento de registro/arqueação.

Arte Naval, cap. 2 - Geometria do navio
Questão 4 Águas rasas, squat, canais e interação

De acordo com o contido sobre manobra do navio no livro “Shiphandling for the Mariner” (Daniel H. MacElrevey and Daniel E. MacElrevey – 4ª edição: 2004), analise as afirmativas abaixo, identifique as verdadeiras e assinale a opção correta: I) O diâmetro da curva de giro do navio aumenta em águas rasas. II) O diâmetro tático do navio aumenta quando as rotações são aumentadas durante uma guinada. III) Quando um VLCC dá uma forte guinada, há perda de cerca de 40 a 50% de seguimento quando esta guinada atingir 90 graus do rumo inicial. IV) Para um determinado ângulo de leme e regime de máquinas, a “rate” de guinada do navio não muda quando a profundidade diminui.

  1. Apenas as afirmativas I) e IV) são verdadeiras.
  2. Apenas as afirmativas II) e III) são verdadeiras.
  3. Todas as afirmativas são verdadeiras.
  4. Apenas a afirmativa II é verdadeira.
  5. Apenas a afirmativa III é verdadeira.
Ver o gabarito e a resolução

Gabarito: A) Apenas as afirmativas I) e IV) são verdadeiras.

I: em águas rasas o diâmetro de giro aumenta. IV: para dado ângulo de leme e regime, a razão de guinada praticamente não muda com a profundidade - o navio gira no mesmo ritmo, mas descreve curva mais aberta. II é falsa: aumentar a rotação durante a guinada não aumenta o diâmetro tático (pode até reduzi-lo, com mais água no leme). III é falsa: a perda de seguimento a 90 graus e de cerca de 25%, não 40-50%.

MacElrevey, Shiphandling for the Mariner
Questão 11 COLREG e regras da navegação interior

O Prático Ari dos Santos realiza uma manobra de praticagem a bordo de um navio de guerra que exibe, além de uma esfera preta na parte de vante, duas luzes circulares brancas, uma na proa e outra na popa, esta em nível mais baixo do que a da proa. Apesar da chuva pesada, Ari consegue avistar as luzes de bordos de uma embarcação que se aproxima em rumo de colisão. Considerando a situação descrita, as regras do COLREG e o contido na NORMAM- 12/DPC, é correto afirmar que:

  1. A manobra de praticagem está sendo realizada no período noturno e o navio de guerra encontra-se fundeado.
  2. A faina de praticagem está sendo realizada no período diurno e o navio de guerra encontra-se fundeado.
  3. A faina de praticagem está sendo realizada no período noturno e o navio de guerra encontra-se amarrado a uma boia.
  4. A manobra de praticagem está sendo realizada no período diurno e o navio de guerra encontra-se encalhado.
  5. A manobra de praticagem está sendo realizada no período diurno e o navio de guerra encontra-se “em movimento”.
Ver o gabarito e a resolução

Gabarito: B) A faina de praticagem está sendo realizada no período diurno e o navio de guerra encontra-se fundeado.

A esfera preta a vante e a marca de fundeada - usada de DIA. As duas luzes circulares brancas, a de vante mais alta, são as luzes de fundeio; aparecem de dia porque há chuva pesada: a Regra 20(c) manda exibir as luzes do nascer ao pôr do sol em visibilidade restrita. Logo: faina diurna, navio fundeado.

COLREG/RIPEAM, Regras 20 e 30
Questão 21 Navegação em águas restritas

Um agente de manobra e docagem estará disponível a partir das 07h15 para assessorar a saída de dique de um graneleiro, seguida de atracação no cais do estaleiro. A bacia de evolução em frente ao dique tem profundidade mínima cartografada de 6 m. Dados: maré semidiurna, sem efeito meteorológico, margem de segurança zero; calado 8 m (águas parelhas); folga mínima abaixo da quilha 1,6 m; tempo entre o início da manobra e a saída da bacia: 30 min. Extrato da Tábua das Marés: BM 03h38 1,0 m; PM 09h43 5,7 m; BM 15h54 1,1 m; PM 22h00 5,7 m (nível médio 3,43 m). Entre que horários a manobra pode ser iniciada?

  1. 07h 15 - 12h 00
  2. 07h 15 - 12h 30
  3. 07h 15 - 13h 00
  4. 07h 50 - 12h 50
  5. 07h 50 - 13h 20
Ver o gabarito e a resolução

Gabarito: A) 07h 15 - 12h 00

Necessário: 8 + 1,6 = 9,6 m; como a carta da 6 m, a maré deve estar em pelo menos 3,6 m durante toda a faina. Na enchente (1,0 -> 5,7 m entre 03h38 e 09h43) os 3,6 m são atingidos antes das 07h15 - o limite inicial e a disponibilidade do agente. Na vazante (5,7 m as 09h43 -> 1,1 m as 15h54), a altura cai a 3,6 m por volta de 12h30 (Tabela II). Como a faina leva 30 min, deve começar até cerca de 12h00. Janela: 07h15 - 12h00.

DHN - Tábuas das Marés, Tabelas I e II
Questão 30 Rebocadores e reboque

De acordo com o contido no livro “Rebocadores Portuários - CONAPRA” (Otávio Fragoso e Marcelo Cajaty - 1ª edição: 2002), analise as afirmativas abaixo e assinale a opção INCORRETA:

  1. A principal vantagem dos rebocadores cicloidais (Voith Schneider), além de poderem atuar para vante ou para a ré com a mesma força de tração, é a velocidade com que as alterações do sentido da aplicação e intensidade da força podem ser realizadas.
  2. Normalmente, os rebocadores azimutais com propulsão a vante possuem maior calado que os rebocadores cicloidais, não sendo, portanto, indicados para manobras em águas de pouca profundidade.
  3. Em relação aos rebocadores tratores, os tratores reversos e os ASD, devido à localização dos propulsores na popa, correm menor risco de ter esses propulsores atingidos em caso de colisão ou encalhe, assim como operam com menores calados.
  4. O método de assistência/utilização com cabo de reboque passado na proa do navio é especialmente favorável à atuação dos rebocadores do tipo tratores, pois, tendo os propulsores a vante, conseguem se aproximar da proa do navio.
  5. Os rebocadores azimutais tipo ASD compartilham as qualidades dos tratores reversos com as dos rebocadores convencionais, o que lhes permite grande flexibilidade na forma de atuação.
Ver o gabarito e a resolução

Gabarito: B) Normalmente, os rebocadores azimutais com propulsão a vante possuem maior calado que os rebocadores cicloidais, não sendo, portanto, indicados para manobras em águas de pouca profundidade.

A INCORRETA e a B: os rebocadores CICLOIDAIS (Voith) e que tem maior calado, por causa das pás verticais e da placa de proteção - os tratores azimutais calam menos. As demais estão corretas: o Voith muda direção e intensidade da força muito rápido; ASD e tratores reversos tem propulsores a ré, mais protegidos; tratores favorecem o cabo na proa; ASD combinam qualidades de trator reverso e convencional.

Fragoso e Cajaty, Rebocadores Portuários
Questão 48 Atracação, fundeio e emergências

De acordo com o contido no livro “Naval Shiphandling” (Crenshaw, Russel Sidnor, Jr – 4ª edição: 1975), considere um navio com um único propulsor gerando empuxo adiante com rotação, visto pela popa, para a direita, e movendo-se adiante com velocidade constante. Nessa situação, assuma como forças atuantes no navio apenas o empuxo e a força lateral fornecidos pelo propulsor e a força gerada pelo leme devido a sua deflexão, que tais forças atuam aproximadamente no mesmo ponto próximo à popa e, para efeitos práticos, que o efeito combinado dessas forças seja traduzido por uma única força resultante atuando no propulsor. Com base nessas premissas, assinale a opção INCORRETA:

  1. Quando o leme se encontra a meio, a força resultante tende a guinar o navio para BB.
  2. Quando leme é defletido 30 graus para esquerda, a força resultante tende a guinar o navio para BB.
  3. Quando o leme é defletido 30 graus para direita, a força resultante tende a guinar o navio para BE.
  4. A existência da força lateral permite que o navio guine mais rapidamente para BB do que para BE.
  5. A existência da força lateral implica que o navio tende a despender mais energia para guinar para BB do que para BE.
Ver o gabarito e a resolução

Gabarito: E) A existência da força lateral implica que o navio tende a despender mais energia para guinar para BB do que para BE.

A INCORRETA e a É: com hélice de passo direito avante, a força lateral empurra a popa para BE e a proa para BB. O navio guina MAIS FÁCIL e mais rápido para BB, gastando MENOS energia para esse lado. As demais estão certas: leme a meio, ele tende a cair para BB; com o leme a um bordo, guina para esse bordo.

Crenshaw, Naval Shiphandling, cap. 2

As 49 questões de 2012, resolvidas

No app a prova vem inteira, questão por questão, com a resolução e a norma de cada uma — junto com as outras três provas publicadas pela DPC.

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